Estas aulas tratam da organização e funcionamento da sociedade e da relação entre as pessoas que nela vivem. Os fundadores da Sociologia foram Émile Durkheim, Karl Marx e Max Weber.
É interessante a forma simples como são explicadas as relações sociais e os problemas da sociedade. Estas aulas falam da escravatura, das classes sociais, do valor do trabalho, do que é a cultura e das vantagens e desvantagens da globalização. Procurem as outras aulas (são 5) no Youtube.
segunda-feira, 25 de abril de 2011
quinta-feira, 10 de março de 2011
Vídeo: 'Retrato Social de Portugal' de António Barreto.
São 7 episódios que tencionam retratar a sociedade portuguesa contemporânea. O autor António Barreto (sociólogo) tentou responder as perguntas mais simples. Quem somos? Onde vivemos? Como trabalhamos? Que saúde, que educação e que justiça temos? e conseguiu criar materiais fundamentais para compreender um pouco melhor o Portugal de hoje.
Para isso, o autor recorreu à comparação com o que Portugal era há três ou quatro décadas e sublinhou especialmente as grandes mudanças ocorridas desde então. É o mesmo país, mas os portugueses já não são os mesmos.
Vídeo do 1º programa - Gente diferente: Quem somos, quantos somos e onde vivemos?
Os portugueses são hoje muito diferentes do que eram há trinta anos. Vivem e trabalham de outro modo. Mas sentem pertencer ao mesmo país dos nossos avós. É o resultado da história e da memória que cria um património comum. Nascem em melhores condições, mas nascem menos. Vivem mais tempo. Têm famílias mais pequenas. Os idosos vivem cada vez mais sós.
Vídeo do 2º programa - Ganhar o pão: O que fazemos
O trabalho mudou muito nestas últimas décadas. A maioria dos portugueses trabalha nos serviços. Poucos trabalham na agricultura e ainda menos nas pescas. Muitos emigraram. As mulheres são metade das pessoas que trabalham, o que é uma grande diferença com o passado recente. Com a integração europeia, a economia portuguesa fez uma grande mudança. Todos vivem melhor, mas há muitas empresas que não conseguiram adaptar-se às novas condições
Vídeo do 3º programa - Mudar de vida: O fim da sociedade rural
A sociedade contemporânea, urbana, era ainda há pouco tempo rural. Mudou muito depressa. Muitos portugueses emigraram, a maior parte saiu das aldeias e foi viver para as cidades e para o litoral. O campo está despovoado. As cidades cresceram. As estradas aproximaram as regiões. Nas áreas metropolitanas, organizou-se uma nova vida quotidiana. Há mais conforto dentro das casas, mas as condições de vida nas cidades são difíceis.
Vídeo do 4º programa - Nós e os outros: Uma sociedade plural
Há quarenta anos, havia só um povo, uma etnia, uma língua, uma cultura, uma religião e uma política. Hoje, Portugal é uma sociedade plural. Primeiro a emigração e o turismo, depois a democracia, finalmente os imigrantes estrangeiros, fizeram de Portugal uma sociedade aberta. Falam-se todas as línguas, reza-se a todos os deuses, há todas as convicções políticas. Os Portugueses aprendem a viver com os outros.
Vídeo do 5º programa - Cidadãos
Com a sociedade aberta, a democracia, a integração europeia e o crescimento económico, os Portugueses são hoje cidadãos plenos pela primeira vez na sua história. Têm os direitos políticos e sociais e as respectivas garantias. As mulheres são iguais aos homens. Mas a justiça, que deveria acompanhar este progresso e adaptar-se à nova sociedade, tem dificuldades em garantir os direitos dos cidadãos.
Vídeo do 6º programa - Igualdade e conflito: As relações sociais
As famílias portuguesas têm hoje mais rendimentos e mais conforto. Em vinte ou trinta anos, o bem-estar melhorou mais que nos cem anteriores. Cresceram as classes médias. Desenvolveu-se a sociedade de consumo de massas. O comércio, as modas, a escola, a televisão e a cultura fazem uma sociedade onde todos parecem iguais. Mas subsistem diferenças muito importantes de classes, de poder económico, de geração, de sexo e de região.
Vídeo do 7º programa - Um país como os outros: A formação de uma sociedade europeia
Portugal já não se distingue, na Europa, como o país da ditadura, da pobreza e do analfabetismo. Embora ainda atrasado, os Portugueses são hoje cidadãos livres e têm acesso aos grandes serviços do Estado de Protecção Social. A educação, a segurança social e a saúde são para todos. Mas ainda há insuficiências, corrupção e desperdício. E deficiências na saúde, na educação, na segurança social e na justiça.
Para isso, o autor recorreu à comparação com o que Portugal era há três ou quatro décadas e sublinhou especialmente as grandes mudanças ocorridas desde então. É o mesmo país, mas os portugueses já não são os mesmos.
Vídeo do 1º programa - Gente diferente: Quem somos, quantos somos e onde vivemos?
Os portugueses são hoje muito diferentes do que eram há trinta anos. Vivem e trabalham de outro modo. Mas sentem pertencer ao mesmo país dos nossos avós. É o resultado da história e da memória que cria um património comum. Nascem em melhores condições, mas nascem menos. Vivem mais tempo. Têm famílias mais pequenas. Os idosos vivem cada vez mais sós.
Vídeo do 2º programa - Ganhar o pão: O que fazemos
O trabalho mudou muito nestas últimas décadas. A maioria dos portugueses trabalha nos serviços. Poucos trabalham na agricultura e ainda menos nas pescas. Muitos emigraram. As mulheres são metade das pessoas que trabalham, o que é uma grande diferença com o passado recente. Com a integração europeia, a economia portuguesa fez uma grande mudança. Todos vivem melhor, mas há muitas empresas que não conseguiram adaptar-se às novas condições
Vídeo do 3º programa - Mudar de vida: O fim da sociedade rural
A sociedade contemporânea, urbana, era ainda há pouco tempo rural. Mudou muito depressa. Muitos portugueses emigraram, a maior parte saiu das aldeias e foi viver para as cidades e para o litoral. O campo está despovoado. As cidades cresceram. As estradas aproximaram as regiões. Nas áreas metropolitanas, organizou-se uma nova vida quotidiana. Há mais conforto dentro das casas, mas as condições de vida nas cidades são difíceis.
Vídeo do 4º programa - Nós e os outros: Uma sociedade plural
Há quarenta anos, havia só um povo, uma etnia, uma língua, uma cultura, uma religião e uma política. Hoje, Portugal é uma sociedade plural. Primeiro a emigração e o turismo, depois a democracia, finalmente os imigrantes estrangeiros, fizeram de Portugal uma sociedade aberta. Falam-se todas as línguas, reza-se a todos os deuses, há todas as convicções políticas. Os Portugueses aprendem a viver com os outros.
Vídeo do 5º programa - Cidadãos
Com a sociedade aberta, a democracia, a integração europeia e o crescimento económico, os Portugueses são hoje cidadãos plenos pela primeira vez na sua história. Têm os direitos políticos e sociais e as respectivas garantias. As mulheres são iguais aos homens. Mas a justiça, que deveria acompanhar este progresso e adaptar-se à nova sociedade, tem dificuldades em garantir os direitos dos cidadãos.
Vídeo do 6º programa - Igualdade e conflito: As relações sociais
As famílias portuguesas têm hoje mais rendimentos e mais conforto. Em vinte ou trinta anos, o bem-estar melhorou mais que nos cem anteriores. Cresceram as classes médias. Desenvolveu-se a sociedade de consumo de massas. O comércio, as modas, a escola, a televisão e a cultura fazem uma sociedade onde todos parecem iguais. Mas subsistem diferenças muito importantes de classes, de poder económico, de geração, de sexo e de região.
Vídeo do 7º programa - Um país como os outros: A formação de uma sociedade europeia
Portugal já não se distingue, na Europa, como o país da ditadura, da pobreza e do analfabetismo. Embora ainda atrasado, os Portugueses são hoje cidadãos livres e têm acesso aos grandes serviços do Estado de Protecção Social. A educação, a segurança social e a saúde são para todos. Mas ainda há insuficiências, corrupção e desperdício. E deficiências na saúde, na educação, na segurança social e na justiça.
terça-feira, 1 de março de 2011
CONSUMO COMPULSIVO E DESUMANO
Consumo Obrigatório: 'Onde antes a posição social era marcada pelo lugar no processo de produção (...) hoje é marcada pelo lugar no processo de consumo’.(Breedveld en Van den Broek, 2003)
Falamos muito em consumismo. Eu diria que somos quase obrigados a consumir. São mecanismos de marketing a que é difícil resistir. Mesmo os consumidores mais críticos têm dificuldade. Publicidade e modas, trends de última hora. Apelativos.
Fastfood em vez de slowfood, o bestseller em detrimento do livro comum, produtos transgénicos em vez de produtos biológicos.
Dilemas e escolhas difíceis versus publicidade enganosa, publicidade contraditória, crédito desenfreado, cartões de crédito à descrição. Tudo em prol do consumo.
Consumimos e consomem-nos. É um ciclo vicioso, difícil de quebrar.
Tudo se massificou e perdeu-se o sentido crítico de selecção da geração dos nossos pais.
Desde os anos 90 que a cultura é a morte das diferenças: uma reacção ao mundo globalizado e uniformizado. O consumo passou a ser uma necessidade de existência: Eu consumo, logo existo.
Deixamos de pensar, passamos a consumir.
Os mecanismos de marketing são fortes (mecanizados, tematizados, etc.) e dirigidos para conduzir os mais desprevenidos. Ficamos confusos com tanta informação/ desinformação que deixamos nos guiem. ‘Seja o que Deus quiser!’
Estamos saturados: temos muitas escolhas para fazer: férias, cursos, desportos, colecções de roupa, de perfumes, gastronomia de todo o mundo, etc.
É preciso novamente reaprender a gerir o dinheiro, as necessidades, a existência e a precaver o futuro. Uma necessidade gritante.
ESPAÇO FAMILIAR
Não há hierarquias, somos todos iguais. Hoje em dia até o modelo de família tem de ser moderno e estar na moda. Há quem pretenda a não existência de hierarquias no seio familiar. Os pais passaram a amigos dos filhos em vez de pais dessas crianças e jovens. Isso é serem ‘modernos’.Os valores já não se passavam dos pais para os filhos!
Supostamente os pais não fumam charros e apanham pielas com os filhos, mas já se vestem como eles.
As discotecas começam às onze da noite e vão até às 4 / 5 horas da manhã. E cada vez mais crianças de 12 anos circulam livremente e desenfreadamente por esses locais a noite toda. É como se de um défice de atenção colectivo se tratasse. Os pais acham tudo bem, e até nem se importam em saber onde é que os filhos vão dormir.
O mais assustador é que ninguém se questiona sobre o que se está a passar.
Os pais são permissivos e as crianças mimadas. Os pais não sabem marcar limites, falar com os jovens e estabelecer um diálogo entre gerações.
As tradições estão fora de moda, as conversas e actividades em família não são uma prioridade (excepto ir ao centro comercial), as discussões filosóficas não são úteis.
As televisões entram pela casa adentro e é comum haver mais do que um televisor por habitação. Os pais deixaram de levar as crianças para brincar ao ar livre e enterram-nas atrás dos ecrãs das televisões e dos jogos das playstations. A dieta mental das crianças são jogos de computador, desenhos animados e brinquedos de plástico. Não se estimula a leitura, a reflexão.
A cultura do consumismo corta a relação social com a família. Quem tem família e amigos não consome tanto. Longe da família e amigos consumimos tudo, tudo tem de ser pago.
A falsa moralidade onde a pornografia se vende, mas a educação sexual não.
Confunde-se liberdade com libertinagem. Confunde-se liberdade de expressão com grosseria e ser ofensivo. Confunde-se respeito com indiferença.
A inveja e a falsidade são formas de estar.
Tudo é possível desde que a lei o permita ou seja possível contornar. Há falta de senso comum. Há gostos para tudo!
ESPAÇO MENTAL / ESPIRITUAL
Mentalmente somos moldados. Os juízos são apressados, os pensamentos são tacanhos, estereotipados, sem conteúdo etc. Toda a gente tem opinião sobre tudo. Todos sabemos que Bin Laden é terrorista mas ninguém desconfia porquê.
A imprensa não informa, reproduz, desinforma e molda a opinião pública. A informação é feita pela guerra das audiências, pela informação sexy que nos tenta seduzir, manipular, chocar e agredir. Actualmente estamos em permanente contacto com a informação, tudo acontece muito depressa, tão depressa que às vezes nos falta tempo para sonhar, para reflectir e pensar pelas nossas cabeças sem sermos manipulados por ideias feitas, dogmas etc.
ESPAÇO PÚBLICO
Os espaços públicos são tristes, moldados pelo vazio, superficial e supérfluo.
O espaço público, o jardim, tornou-se espaço privado, o condomínio. O espaço que era colectivo, tornou-se individual. Uma fronteira entre ricos e pobres.
Arquitectos e planeadores constroem bairros que são conjuntos de monolíticos de cimento. Não planeiam espaços verdes e jardins infantis. Também, aqui, os edifícios são construídos para um período e não para uma vida. Diria, espaços descartáveis, sem alma.
Nas viagens temos o ar condicionado e a televisão ligados, mas deixamos de respirar o ar puro e contemplar a paisagem que nos cerca.
Nas escolas a concorrência de quem tem as coisas mais topo de gama é uma realidade. Pelas aparências, tudo é possível.
Nos cafés e restaurantes há plasmas ligados por todo o lado. A televisão, meio de comunicação por excelência, passa-se tudo para todos os feitios sem se questionar que cidadãos se pretende formar e que valores pretende transmitir às gerações futuras.
Há mais clubes de fãs mas menos associações de estudantes; é moderno imitar os fãs que expõe a sua vida sexual e privada como isso fosse assunto de interesse público.
Falta a praça, a agora, o espaço de reunião. As associações e os clubes têm de ter objectivos muito claros, mas os debates, as tertúlias e discussões filosóficas são perda de tempo ou são para aquele grupo de gente esquisita. Os valores colectivos deram lugar à ambição e aos valores individuais. Como diz o ditado ‘Cada um por si e Deus por todos’.
ESPAÇO LABORAL
É suposto estarmos sempre a trabalhar, a produzir mecanicamente. A produzir para as massas. O que conta é a eficiência, a produção e a concorrência. A questão é que os novos escravos são felizes se poderem consumir, comprar desenfreadamente e constantemente.
As relações de trabalho deterioram-se muitas vezes por falta de diálogo e por causa de grandes ‘egos’.
‘ESPAÇO (OU DESENVOLVIMENTO) SUSTENTÁVEL’
Será que se pode deixar tudo às leis do mercado? Será que daqui por diante vai vencer ‘a lei do mais forte’?
Que podemos fazer para travar/inverter este comportamento consumista desenfreado e criar uma sociedade realmente humana?
O consumismo desenfreado que assistimos a partir dos anos 90, não é sustentável em todas as suas facetas (ou espaços, se preferirmos). É preciso seleccionar e exigir qualidade. É preciso respeitar o produtor, o consumidor e o ambiente.
Será que perdemos a capacidade de pensar? Será que não está na hora de formar um cidadão consciente, selectivo e que sabe estabelecer prioridades? Será que o novo slogan poderá vir a ser ‘Penso, logo exijo’?
Quais as perspectivas que os jovens tem hoje? Será que a felicidade se constrói ou temos que consumir o pronto-a-vestir, pronto-a-comer, etc.? Será que estamos à espera que as coisas caiam do céu?
Será que perdemos a noção dos nossos limites e que somos permissivos a tudo?
Por fim deixo aqui um vídeo sobre a oniomania, ou seja, sobre a doença de ser viciado em compras:
Falamos muito em consumismo. Eu diria que somos quase obrigados a consumir. São mecanismos de marketing a que é difícil resistir. Mesmo os consumidores mais críticos têm dificuldade. Publicidade e modas, trends de última hora. Apelativos.
Fastfood em vez de slowfood, o bestseller em detrimento do livro comum, produtos transgénicos em vez de produtos biológicos.
Dilemas e escolhas difíceis versus publicidade enganosa, publicidade contraditória, crédito desenfreado, cartões de crédito à descrição. Tudo em prol do consumo.
Consumimos e consomem-nos. É um ciclo vicioso, difícil de quebrar.
Tudo se massificou e perdeu-se o sentido crítico de selecção da geração dos nossos pais.
Desde os anos 90 que a cultura é a morte das diferenças: uma reacção ao mundo globalizado e uniformizado. O consumo passou a ser uma necessidade de existência: Eu consumo, logo existo.
Deixamos de pensar, passamos a consumir.
Os mecanismos de marketing são fortes (mecanizados, tematizados, etc.) e dirigidos para conduzir os mais desprevenidos. Ficamos confusos com tanta informação/ desinformação que deixamos nos guiem. ‘Seja o que Deus quiser!’
Estamos saturados: temos muitas escolhas para fazer: férias, cursos, desportos, colecções de roupa, de perfumes, gastronomia de todo o mundo, etc.
É preciso novamente reaprender a gerir o dinheiro, as necessidades, a existência e a precaver o futuro. Uma necessidade gritante.
ESPAÇO FAMILIAR
Não há hierarquias, somos todos iguais. Hoje em dia até o modelo de família tem de ser moderno e estar na moda. Há quem pretenda a não existência de hierarquias no seio familiar. Os pais passaram a amigos dos filhos em vez de pais dessas crianças e jovens. Isso é serem ‘modernos’.Os valores já não se passavam dos pais para os filhos!
Supostamente os pais não fumam charros e apanham pielas com os filhos, mas já se vestem como eles.
As discotecas começam às onze da noite e vão até às 4 / 5 horas da manhã. E cada vez mais crianças de 12 anos circulam livremente e desenfreadamente por esses locais a noite toda. É como se de um défice de atenção colectivo se tratasse. Os pais acham tudo bem, e até nem se importam em saber onde é que os filhos vão dormir.
O mais assustador é que ninguém se questiona sobre o que se está a passar.
Os pais são permissivos e as crianças mimadas. Os pais não sabem marcar limites, falar com os jovens e estabelecer um diálogo entre gerações.
As tradições estão fora de moda, as conversas e actividades em família não são uma prioridade (excepto ir ao centro comercial), as discussões filosóficas não são úteis.
As televisões entram pela casa adentro e é comum haver mais do que um televisor por habitação. Os pais deixaram de levar as crianças para brincar ao ar livre e enterram-nas atrás dos ecrãs das televisões e dos jogos das playstations. A dieta mental das crianças são jogos de computador, desenhos animados e brinquedos de plástico. Não se estimula a leitura, a reflexão.
A cultura do consumismo corta a relação social com a família. Quem tem família e amigos não consome tanto. Longe da família e amigos consumimos tudo, tudo tem de ser pago.
A falsa moralidade onde a pornografia se vende, mas a educação sexual não.
Confunde-se liberdade com libertinagem. Confunde-se liberdade de expressão com grosseria e ser ofensivo. Confunde-se respeito com indiferença.
A inveja e a falsidade são formas de estar.
Tudo é possível desde que a lei o permita ou seja possível contornar. Há falta de senso comum. Há gostos para tudo!
ESPAÇO MENTAL / ESPIRITUAL
Mentalmente somos moldados. Os juízos são apressados, os pensamentos são tacanhos, estereotipados, sem conteúdo etc. Toda a gente tem opinião sobre tudo. Todos sabemos que Bin Laden é terrorista mas ninguém desconfia porquê.
A imprensa não informa, reproduz, desinforma e molda a opinião pública. A informação é feita pela guerra das audiências, pela informação sexy que nos tenta seduzir, manipular, chocar e agredir. Actualmente estamos em permanente contacto com a informação, tudo acontece muito depressa, tão depressa que às vezes nos falta tempo para sonhar, para reflectir e pensar pelas nossas cabeças sem sermos manipulados por ideias feitas, dogmas etc.
ESPAÇO PÚBLICO
Os espaços públicos são tristes, moldados pelo vazio, superficial e supérfluo.
O espaço público, o jardim, tornou-se espaço privado, o condomínio. O espaço que era colectivo, tornou-se individual. Uma fronteira entre ricos e pobres.
Arquitectos e planeadores constroem bairros que são conjuntos de monolíticos de cimento. Não planeiam espaços verdes e jardins infantis. Também, aqui, os edifícios são construídos para um período e não para uma vida. Diria, espaços descartáveis, sem alma.
Nas viagens temos o ar condicionado e a televisão ligados, mas deixamos de respirar o ar puro e contemplar a paisagem que nos cerca.
Nas escolas a concorrência de quem tem as coisas mais topo de gama é uma realidade. Pelas aparências, tudo é possível.
Nos cafés e restaurantes há plasmas ligados por todo o lado. A televisão, meio de comunicação por excelência, passa-se tudo para todos os feitios sem se questionar que cidadãos se pretende formar e que valores pretende transmitir às gerações futuras.
Há mais clubes de fãs mas menos associações de estudantes; é moderno imitar os fãs que expõe a sua vida sexual e privada como isso fosse assunto de interesse público.
Falta a praça, a agora, o espaço de reunião. As associações e os clubes têm de ter objectivos muito claros, mas os debates, as tertúlias e discussões filosóficas são perda de tempo ou são para aquele grupo de gente esquisita. Os valores colectivos deram lugar à ambição e aos valores individuais. Como diz o ditado ‘Cada um por si e Deus por todos’.
ESPAÇO LABORAL
É suposto estarmos sempre a trabalhar, a produzir mecanicamente. A produzir para as massas. O que conta é a eficiência, a produção e a concorrência. A questão é que os novos escravos são felizes se poderem consumir, comprar desenfreadamente e constantemente.
As relações de trabalho deterioram-se muitas vezes por falta de diálogo e por causa de grandes ‘egos’.
‘ESPAÇO (OU DESENVOLVIMENTO) SUSTENTÁVEL’
Será que se pode deixar tudo às leis do mercado? Será que daqui por diante vai vencer ‘a lei do mais forte’?
Que podemos fazer para travar/inverter este comportamento consumista desenfreado e criar uma sociedade realmente humana?
O consumismo desenfreado que assistimos a partir dos anos 90, não é sustentável em todas as suas facetas (ou espaços, se preferirmos). É preciso seleccionar e exigir qualidade. É preciso respeitar o produtor, o consumidor e o ambiente.
Será que perdemos a capacidade de pensar? Será que não está na hora de formar um cidadão consciente, selectivo e que sabe estabelecer prioridades? Será que o novo slogan poderá vir a ser ‘Penso, logo exijo’?
Quais as perspectivas que os jovens tem hoje? Será que a felicidade se constrói ou temos que consumir o pronto-a-vestir, pronto-a-comer, etc.? Será que estamos à espera que as coisas caiam do céu?
Será que perdemos a noção dos nossos limites e que somos permissivos a tudo?
Por fim deixo aqui um vídeo sobre a oniomania, ou seja, sobre a doença de ser viciado em compras:
domingo, 13 de fevereiro de 2011
Ensinando a ciência com arte - DVD
Vejam no Youtube este excelente dvd produzido por alunos da pós-graduação do Instituto de Bioquímica da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Publico aqui a 1ª parte. São 7 partes (as outras procurem no Youtube) e vale a pena ver todas. Espero que gostem, como eu gostei, e não se esqueçam de deixar aqui o vosso comentário.
‘A liberdade do intelecto, o amor pela verdade, a confissão da ignorância, a realidade e não a dialéctica como a verdadeira fonte fonte do conhecimento humano, a matemática e a experimentação são os únicos preceitos necessários para se conhecer qualquer coisa no mundo’.
São estes os objectivos da Accademia dei Lincei que ficaram registados no documento da sua fundação em 1603.
‘A liberdade do intelecto, o amor pela verdade, a confissão da ignorância, a realidade e não a dialéctica como a verdadeira fonte fonte do conhecimento humano, a matemática e a experimentação são os únicos preceitos necessários para se conhecer qualquer coisa no mundo’.
São estes os objectivos da Accademia dei Lincei que ficaram registados no documento da sua fundação em 1603.
domingo, 16 de janeiro de 2011
O véu - burka versus igualdade do género
Esta foto foi tirada pelo fotojornalista da National Geographic Thomas J. Abercrombie em 1967 na cidade de Cabul no Afeganistão.
Entre 1956 e 1994, Thomas J. Abercrombie fez 16 reportagens sobre o mundo muçulmano, conduzindo os leitores de National Geographic pela gloriosa e intricada geografia dessa região que para a maioria dos ocidentais não passa de uma terra incógnita.
Encontrei esta foto há algum tempo atrás. Gostei dela até porque em 1967 este ainda não era um assunto que estava na moda. Resolvi fazer a minha leitura.
Considero esta foto uma metáfora à liberdade: os pássaros presos na gaiola e a mulher “presa” na burka.
Apesar da foto ter sido tirada em 1967, continua contemporânea, porque ainda hoje continuamos prisioneiros de ideologias que dominam o nosso funcionamento quotidiano, o nosso posicionamento na sociedade e a forma como nos relacionarmos uns com os outros.
As ideologias do poder assemelham-se, por vezes, à religião ainda que mantenham o carácter laico. No que diz respeito à emancipação da mulher, não se demarcam claramente umas das outras, proporcionando a igualdade de oportunidades entre os géneros. Pode-se estar “presa” na burka ou transportar uma burka invisível.
Então vejamos:
O véu foi originalmente introduzido nas antigas civilizações da Pérsia e da Mesopotâmia. Mais tarde, na cultura greco-romana, quem o usava adquiria um estatuto feminino elevado. O véu assegurava uma certa dificuldade de acesso à mulher. Habitual entre as judias, tornou-se na Idade Média uma referência das damas cristãs.
O uso da burka, do niqab ou dos xador que escondem o corpo da mulher não têm como base os textos do Alcorão. Na Arábia, no século VI, o Profeta Maomé sugeria no Alcorão que se cobrissem algumas partes do corpo para mudar os costumes dos árabes, entre os quais a nudez era natural.
Dessa forma, as mulheres muçulmanas passariam a gozar da mesma dignidade das demais seguidoras de livros sagrados. O uso do véu simbolizava a elevação espiritual da condição feminina, assim como o turbante concedia aos homens a sacralização da cabeça.
O uso da burka, do niqab ou do xador veio a cair nas mãos de uma intolerância patriarcal cada vez maior, tornando-se motivo de apologia entre os fundamentalistas religiosos islamitas que continuam a ver a mulher como um ser inferior e serviçal, que representa a tentação para os homens. Para muitas o uso do véu não é mais uma necessidade para honrar a sua religião mas sim uma imposição colocada pelos mais velhos, homens e mulheres.
Até hoje, a maioria das mulheres islamitas cobrem a cabeça com um véu ou lenço. O véu islâmico que prende as mulheres torna-as invisíveis para o mundo mas não inexistentes.
As mulheres judias fundamentalistas também cobrem o seu corpo todo, com saias longas e lenços na cabeça.
O uso do véu é um hábito que se foi perdendo no ocidente pelos cristãos. Em Portugal, a obrigatoriedade da mulher cobrir a cabeça com um véu ao entrar numa igreja foi uma realidade até meados dos anos 70.
A mulher deve ter a liberdade de poder escolher a sua forma de se vestir. Existe um a relação entre a identidade (vestir) e a religião. Muitos países da Europa querem proibir o uso da burka, do niqab ou do xador, uma vez que estas indumentárias por questões de segurança ou porque aumentam a distância entre muçulmanos e não-muçulmanos e entre mulheres e homens. Quanto aos outros tipos de véus e símbolos religiosos não há razão para os proibir indiscriminadamente. A Madre Teresa também usava um véu e isso faz parte da identidade da Congregação Missionárias da Caridade.
Com burka ou sem ela, a realidade é que as mulheres por todo o mundo continuam a ser discriminadas. Isto acontece porque as mulheres estão sub-representadas nos lugares de tomada de decisão.
Serão as imposições uma forma de discriminação e submissão em sociedades dominadas por homens?
No mundo ocidental a mulher continua a ter na sociedade uma posição difícil, inferior e discriminada. Alguns dados:
- segundo dados da Unicef de 2008 é negado o direito à educação a 65 milhões de meninas e a 56 milhões de meninos
- no geral as mulheres ganham, em média, menos que os homens pelo mesmo trabalho. Na Europa ganham menos 17,6% que os homens;
- no mundo da investigação apenas 26% dos investigadores no ensino superior público Europeu são mulheres;
- as mulheres continuam a ter maior parte da responsabilidade nas tarefas domésticas e no cuidado das crianças (80%) mesmo quando trabalham fora de casa.
- as mulheres continuam a ser confrontadas com exigências de horários que dificultam a conciliação da vida profissional com a vida familiar.
- as mulheres executam mais trabalho não remunerado que os homens.
- na Holanda o partido SGP, um partido religioso ortodoxo, não aceita que as mulheres participem activamente nos seus quadros.
Poderíamos continuar a dar exemplos.
Estas e outras realidades devem ser seriamente reflectidas e alteradas quando necessário.
Há ainda muito trabalho a fazer para se alcançar que um dos objectivos do Millenium até 2015 - igualdade no género.
Estar presa e escondida por baixo de uma burka não existe só no Afeganistão ou no mundo muçulmano, mas também no mundo ocidental mesmo quando a burka é invisível.
Mas porque se continua a permitir isso?
No Ocidente onde existem leis que possibilitam a transformação dessa realidade muda muito lentamente. O que impede que exista um equilíbrio justo nas oportunidades entre homens e mulheres? Se há mais mulheres que homens no planeta o que impede que as realidades se transformem? E será que o que mudou foi favorável para a mulher?
Entre 1956 e 1994, Thomas J. Abercrombie fez 16 reportagens sobre o mundo muçulmano, conduzindo os leitores de National Geographic pela gloriosa e intricada geografia dessa região que para a maioria dos ocidentais não passa de uma terra incógnita.
Encontrei esta foto há algum tempo atrás. Gostei dela até porque em 1967 este ainda não era um assunto que estava na moda. Resolvi fazer a minha leitura.
Considero esta foto uma metáfora à liberdade: os pássaros presos na gaiola e a mulher “presa” na burka.
Apesar da foto ter sido tirada em 1967, continua contemporânea, porque ainda hoje continuamos prisioneiros de ideologias que dominam o nosso funcionamento quotidiano, o nosso posicionamento na sociedade e a forma como nos relacionarmos uns com os outros.
As ideologias do poder assemelham-se, por vezes, à religião ainda que mantenham o carácter laico. No que diz respeito à emancipação da mulher, não se demarcam claramente umas das outras, proporcionando a igualdade de oportunidades entre os géneros. Pode-se estar “presa” na burka ou transportar uma burka invisível.
Então vejamos:
O véu foi originalmente introduzido nas antigas civilizações da Pérsia e da Mesopotâmia. Mais tarde, na cultura greco-romana, quem o usava adquiria um estatuto feminino elevado. O véu assegurava uma certa dificuldade de acesso à mulher. Habitual entre as judias, tornou-se na Idade Média uma referência das damas cristãs.
O uso da burka, do niqab ou dos xador que escondem o corpo da mulher não têm como base os textos do Alcorão. Na Arábia, no século VI, o Profeta Maomé sugeria no Alcorão que se cobrissem algumas partes do corpo para mudar os costumes dos árabes, entre os quais a nudez era natural.
Dessa forma, as mulheres muçulmanas passariam a gozar da mesma dignidade das demais seguidoras de livros sagrados. O uso do véu simbolizava a elevação espiritual da condição feminina, assim como o turbante concedia aos homens a sacralização da cabeça.
O uso da burka, do niqab ou do xador veio a cair nas mãos de uma intolerância patriarcal cada vez maior, tornando-se motivo de apologia entre os fundamentalistas religiosos islamitas que continuam a ver a mulher como um ser inferior e serviçal, que representa a tentação para os homens. Para muitas o uso do véu não é mais uma necessidade para honrar a sua religião mas sim uma imposição colocada pelos mais velhos, homens e mulheres.
Até hoje, a maioria das mulheres islamitas cobrem a cabeça com um véu ou lenço. O véu islâmico que prende as mulheres torna-as invisíveis para o mundo mas não inexistentes.
As mulheres judias fundamentalistas também cobrem o seu corpo todo, com saias longas e lenços na cabeça.
O uso do véu é um hábito que se foi perdendo no ocidente pelos cristãos. Em Portugal, a obrigatoriedade da mulher cobrir a cabeça com um véu ao entrar numa igreja foi uma realidade até meados dos anos 70.
A mulher deve ter a liberdade de poder escolher a sua forma de se vestir. Existe um a relação entre a identidade (vestir) e a religião. Muitos países da Europa querem proibir o uso da burka, do niqab ou do xador, uma vez que estas indumentárias por questões de segurança ou porque aumentam a distância entre muçulmanos e não-muçulmanos e entre mulheres e homens. Quanto aos outros tipos de véus e símbolos religiosos não há razão para os proibir indiscriminadamente. A Madre Teresa também usava um véu e isso faz parte da identidade da Congregação Missionárias da Caridade.
Com burka ou sem ela, a realidade é que as mulheres por todo o mundo continuam a ser discriminadas. Isto acontece porque as mulheres estão sub-representadas nos lugares de tomada de decisão.
Serão as imposições uma forma de discriminação e submissão em sociedades dominadas por homens?
No mundo ocidental a mulher continua a ter na sociedade uma posição difícil, inferior e discriminada. Alguns dados:
- segundo dados da Unicef de 2008 é negado o direito à educação a 65 milhões de meninas e a 56 milhões de meninos
- no geral as mulheres ganham, em média, menos que os homens pelo mesmo trabalho. Na Europa ganham menos 17,6% que os homens;
- no mundo da investigação apenas 26% dos investigadores no ensino superior público Europeu são mulheres;
- as mulheres continuam a ter maior parte da responsabilidade nas tarefas domésticas e no cuidado das crianças (80%) mesmo quando trabalham fora de casa.
- as mulheres continuam a ser confrontadas com exigências de horários que dificultam a conciliação da vida profissional com a vida familiar.
- as mulheres executam mais trabalho não remunerado que os homens.
- na Holanda o partido SGP, um partido religioso ortodoxo, não aceita que as mulheres participem activamente nos seus quadros.
Poderíamos continuar a dar exemplos.
Estas e outras realidades devem ser seriamente reflectidas e alteradas quando necessário.
Há ainda muito trabalho a fazer para se alcançar que um dos objectivos do Millenium até 2015 - igualdade no género.
Estar presa e escondida por baixo de uma burka não existe só no Afeganistão ou no mundo muçulmano, mas também no mundo ocidental mesmo quando a burka é invisível.
Mas porque se continua a permitir isso?
No Ocidente onde existem leis que possibilitam a transformação dessa realidade muda muito lentamente. O que impede que exista um equilíbrio justo nas oportunidades entre homens e mulheres? Se há mais mulheres que homens no planeta o que impede que as realidades se transformem? E será que o que mudou foi favorável para a mulher?
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
O Último Discurso - Grande Ditador - Charles Chaplin
Sinto muito, mas não pretendo ser um imperador. Não é esse o meu ofício. Não pretendo governar ou conquistar quem quer que seja. Gostaria de ajudar - se possível - judeus, o gentio... negros... brancos.
Todos nós desejamos ajudar uns aos outros. Os seres humanos são assim. Desejamos viver para a felicidade do próximo - não para o seu infortúnio. Por que havemos de odiar ou desprezar uns aos outros? Neste mundo há espaço para todos. A terra, que é boa e rica, pode prover todas as nossas necessidades.
O caminho da vida pode ser o da liberdade e da beleza, porém nos extraviamos. A cobiça envenenou a alma do homem... levantou no mundo as muralhas do ódio... e tem-nos feito marchar a passo de ganso para a miséria e os morticínios. Criamos a época da velocidade, mas nos sentimos enclausurados dentro dela. A máquina, que produz abundância, tem-nos deixado em penúria. Nossos conhecimentos fizeram-nos céticos; nossa inteligência, empedernidos e cruéis. Pensamos em demasia e sentimos bem pouco. Mais do que máquinas, precisamos de humanidade. Mais do que de inteligência, precisamos de afeição e doçura. Sem essas duas virtudes, a vida será de violência e tudo será perdido.
A aviação e o rádio aproximaram-se muito mais. A próxima natureza dessas coisas é um apelo eloquente à bondade do homem... um apelo à fraternidade universal... à união de todos nós. Neste mesmo instante a minha voz chega a milhões de pessoas pelo mundo afora... milhões de desesperados, homens, mulheres, criancinhas... vítimas de um sistema que tortura seres humanos e encarcera inocentes. Aos que me podem ouvir eu digo: "Não desespereis!" A desgraça que tem caído sobre nós não é mais do que o produto da cobiça em agonia... da amargura de homens que temem o avanço do progresso humano. Os homens que odeiam desparecerão, os ditadores sucumbem e o poder que do povo arrebataram há-de retornar ao povo. E assim, enquanto morrem os homens, a liberdade nunca perecerá.
Soldados! Não vos entregueis a esses brutais... que vos desprezam... que vos escravizam... que arregimentam as vossas vidas... que ditam os vossos atos, as vossas ideias e os vossos sentimentos! Que vos fazem marchar no mesmo passo, que vos submetem a uma alimentação regrada, que vos tratam como um gado humano e que vos utilizam como carne para canhão! Não sois máquina! Homens é que sois! E com o amor da humanidade em vossas almas! Não odieis! Só odeiam os que não se fazem amar... os que não se fazem amar e os inumanos.
Soldados! Não batalheis pela escravidão! lutai pela liberdade! No décimo sétimo capítulo de São Lucas é escrito que o Reino de Deus está dentro do homem - não de um só homem ou um grupo de homens, mas dos homens todos! Estás em vós! Vós, o povo, tendes o poder - o poder de criar máquinas. O poder de criar felicidade! Vós, o povo, tendes o poder de tornar esta vida livre e bela... de fazê-la uma aventura maravilhosa. Portanto - em nome da democracia - usemos desse poder, unamo-nos todos nós. Lutemos por um mundo novo... um mundo bom que a todos assegure o ensejo de trabalho, que dê futuro à mocidade e segurança à velhice.
É pela promessa de tais coisas que desalmados têm subido ao poder. Mas, só mistificam! Não cumprem o que prometem. Jamais o cumprirão! Os ditadores liberam-se, porém escravizam o povo. Lutemos agora para libertar o mundo, abater as fronteiras nacionais, dar fim à ganância, ao ódio e à prepotência. Lutemos por um mundo de razão, um mundo em que a ciência e o progresso conduzam à ventura de todos nós. Soldados, em nome da democracia, unamo-nos.
sábado, 1 de janeiro de 2011
O ANO NOVO - Arnaldo Jabor
O grande barato da vida é olhar para trás e sentir orgulho.
É viver cada momento e construir a felicidade aqui e agora.
Claro que a vida prega peças.O bolo não cresce, o pneu fura, chove demais
(Perdemos pessoas que amamos)...
Mas, pensa só: Tem graça viver sem rir de gargalhar, pelo menos uma vez ao dia?
Tem sentido estragar o dia por causa de uma discussão na ida pro trabalho?
Eu quero viver bem... e você?
2010 foi um ano cheio. Foi cheio de coisas boas, mas também de problemas e
desilusões, tristezas, perdas, reencontros
Normal...as vezes, se espera demais. A grana que não veio, o amigo que
decepcionou, o amor que acabou.
Normal...2011 não vai ser diferente. Muda o século, o milênio muda, mas o
homem é cheio de imperfeições, a natureza tem sua personalidade que nem
sempre é a que a gente deseja,mas, e aí? Fazer o quê?
Acabar com o seu dia? Com seu bom humor? Com sua esperança?
O que eu desejo para todos nós é sabedoria.E que todos nós saibamos
transformar tudo em uma boa experiência.
O nosso desejo não se realizou? Beleza...Não estava na hora, não deveria
ser a melhor coisa para esse momento (me lembro sempre de uma frase que
ouvi e adoro: ("cuidado com seus desejos, eles podem se tornar
realidade").
Chorar de dor, de solidão, de tristeza, faz parte do ser humano...
Mas, se a gente se entende e permite olhar o outro e o mundo com
generosidade, as coisas ficam diferentes.
Desejo para todo mundo esse olhar especial!
2011 pode ser um ano especial, se nosso olhar for diferente.
Pode ser muito legal, se entendermos nossas fragilidades e egoísmos e dermos a volta nisso.
Somos fracos, mas podemos melhorar. Somos egoístas, mas podemos entender o outro.
2011 pode ser o bicho, o máximo, maravilhoso, lindo, especial!
Depende de mim... de você.
Pode ser... e que seja!
O Ano Novo - Arnaldo Jabor
(Adaptado a 2010-2011)
É viver cada momento e construir a felicidade aqui e agora.
Claro que a vida prega peças.O bolo não cresce, o pneu fura, chove demais
(Perdemos pessoas que amamos)...
Mas, pensa só: Tem graça viver sem rir de gargalhar, pelo menos uma vez ao dia?
Tem sentido estragar o dia por causa de uma discussão na ida pro trabalho?
Eu quero viver bem... e você?
2010 foi um ano cheio. Foi cheio de coisas boas, mas também de problemas e
desilusões, tristezas, perdas, reencontros
Normal...as vezes, se espera demais. A grana que não veio, o amigo que
decepcionou, o amor que acabou.
Normal...2011 não vai ser diferente. Muda o século, o milênio muda, mas o
homem é cheio de imperfeições, a natureza tem sua personalidade que nem
sempre é a que a gente deseja,mas, e aí? Fazer o quê?
Acabar com o seu dia? Com seu bom humor? Com sua esperança?
O que eu desejo para todos nós é sabedoria.E que todos nós saibamos
transformar tudo em uma boa experiência.
O nosso desejo não se realizou? Beleza...Não estava na hora, não deveria
ser a melhor coisa para esse momento (me lembro sempre de uma frase que
ouvi e adoro: ("cuidado com seus desejos, eles podem se tornar
realidade").
Chorar de dor, de solidão, de tristeza, faz parte do ser humano...
Mas, se a gente se entende e permite olhar o outro e o mundo com
generosidade, as coisas ficam diferentes.
Desejo para todo mundo esse olhar especial!
2011 pode ser um ano especial, se nosso olhar for diferente.
Pode ser muito legal, se entendermos nossas fragilidades e egoísmos e dermos a volta nisso.
Somos fracos, mas podemos melhorar. Somos egoístas, mas podemos entender o outro.
2011 pode ser o bicho, o máximo, maravilhoso, lindo, especial!
Depende de mim... de você.
Pode ser... e que seja!
O Ano Novo - Arnaldo Jabor
(Adaptado a 2010-2011)
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